Os Contos da Taberna S1E05 O Ultimo Conto.

CORVOS DE EFRIM, O lar dos guerreiros, a casa dos sonhadores

Bem vindos aos contos das taberna

EPISÓDIO FINAL: O ULTIMO CONTO.

viva sem o perdão, ande sem a visão, mate sem pensar, sobreviva.

 

Fria deveras era a noite. Jugo vestia um casaco grande aveludado enquanto caminhava ao interior da taberna, esta noite repleta por adultos. Seu desejo intenso e sua sede o arrastaram diretamente ao balcão de bebidas, onde o leite fabricado pelos Pandawas lhe enchia o copo. Logo distante, Othello permanecia estático e sem expressão, afinal, era difícil evidenciar esta em uma máscara. O respirar profundo fora dado e o loiro não tardou para encarar aquele de cabelos avermelhados, quem sabe fosse a vez de sua história ser contada. Estalou os dedos ao ar e um fogo fátuo surgiu, no instante que o huppermago o tocou, um livro vermelho saiu de dentro daquele orbe de luz, assim como um tinteiro e uma pena, aquele seria o dia que a verdade viria a tona, aquela noite marcaria finalmente o começo de todas as histórias e, finalmente, a conclusão de grande parte das aventuras a serem registradas.
Brakmar, o ano? Sinceramente, não lembrava. Os orbes vermelhos do pequeno huppermago estavam virados para a mesa da taberna em Mordidaldeia, tão frequentada por arruaceiros que era de se manter surpresa como o Eniripsa, ou Fadinha, como alguns implicavam com o mesmo o chamavam. Jugo naquela época possuía então seus doze anos, contudo não era mais uma criança: amaldiçoado a reencarnar em um corpo sem esquecer suas memórias deixou o huppermago transtornado, e este era visível aos mais sensíveis, contudo grande parte do tempo oculto. Diante respirações fortes, a então criança não hesitava em virar aquele copo cheio de leite de bambu, assim como os adultos beberrões. Algo que o chamava a atenção era o como um determinado Zobal no local fingia que bebia, porém não abria parte da máscara para o mesmo, despejando a bebida então ao chão – dando mais trabalho até a Noa. Algo naquele homem era tão misterioso que chegava a se mostrar sombrio diante teu silêncio, este que era quebrado pela aura amistosa que o Zobal possuía, deveras um paradoxo ambulante. O menor se levantou e olhou para cima ao encarar o Eniripsa a limpar o lugar. Um, dois, três passos largos e, finalmente um toque ao joelho do outro que estava sentado, aquilo fora o suficiente para levar um tapa ao rosto. O silêncio ecoou e o sorriso largo surgiu ao rosto de Jugo. Quando o garoto pensou em reagir, um grupo de mercenários invadiu a taberna apontando então uma espada estranha para alguns dos membros. Jugo e Othello foram pegos em cheio pelo olhar da Lâmina Shushu, e se pudesse batizá-la chamaria a mesma de Lete, a lâmina do esquecimento.
Conforme abria os olhos, via-se em uma esfera vermelha brilhante e, ao seu lado, o Zobal com sua máscara trincada, ao piscar a imagem havia mudado e não tardou para entender o que acontecia. As memórias que possuía acabavam por se sincronizar com as do Zobal dentro da lâmina, este motivo deixava o garoto ver a rebeldia do mesmo ao se tornar um guerreiro de Sadida. O inferior fora mordido e, na terceira piscada, viu-se em outro plano. O local? Brakmar. Era dia de competição e o torneio de duelos se daria próximo ao antro de Paparog. A arena suspensa por correntes chamava a atenção assim como a grande torcida que surgia e ocupava as cadeiras. Enquanto os encarnados surgiam por todos os cantos, um Sacrier chamava a atenção, sem nome, sem passado, era de se ver apenas o desejo por ganhar a luta. O primeiro soco fora certeiro ao seu rosto, e seu sangue ao espirrar se transformava em agulhas, perfurando os músculos do grande Iop que havia o atacado. O sacrier partia para cima e estalando seu sangue criava um chicote conforme atravessava o campo e batia em todos os oponentes em uma velocidade surpreendente. O que Jugo não esperava era que ele corria em sua direção. Uma pedra caiu a sua cabeça e, finalmente notou que sentiria o impacto caso fosse acertado. Convocou aos ventos uma runa de ar e, quando o garoto passou, teleportou-se alguns metros ao lado fugindo então do ataque certeiro. Quando se deu conta, o campo virava de cabeça para baixo e as visões ao seu lado desapareciam, levando-o a um campo verde e repleto de árvores, onde via então o Sacrier com uma Eniripsa. Os lábios finos da mesma tocavam o dele, pensou então ser uma cena romântica, até ver a espada Shushu cravar o corpo dos dois garotos. A eni imediatamente padeceu, o Sacrier permaneceu a sangrar e, mesmo com a espada cravada, deu-se a caminhar, deixando o corpo de sua amada para trás. O mercenário ria enquanto saqueava o corpo desfalecido, abandonando sua arma. Conforme o ferido caminhava, o sangue deixado para trás fervia e evaporava. O caminhar de dor pela sua impotência de não conseguir agir ao pânico que o rondou o levou até uma floresta. Borboletas brilhantes então surgiram e mudaram a visão de Jugo, onde este observou o garoto ajoelhar-se a frente de uma imagem de Sadida e então recebendo dos céus uma máscara. Quando entendeu o que acontecia e viu que estava nas memórias mais antigas do Zobal, entendeu que o mesmo provavelmente estaria nas próprias. Balançou a cabeça, girou, se beliscou, contudo não acordava, foi então que caminhou até o Zobal e o abraçou sem pensar duas vezes, naquele momento as memórias entraram em conflito e, em uma explosão, os garotos foram jogados para fora da lâmina. O Ladino permanecia montado a um papatudo de guerra, provavelmente estavam em Amakna e a reação não poderia ser demorada. Atirou contra o homem duas bolas de fogo enquanto o mesmo tentava escapar montado. O ladino tombou ao lado, porém se levantou e armou combate, tão ágil que não pôde ver a bala atravessar seu braço, e finalmente as correntes de fogo cercaram o inimigo. Jugo caia ajoelhado de dor enquanto o Zobal entrava em batalha. Os movimentos ágeis faziam com que os chicotes flamejantes castigassem o inimigo sem deixar que o mesmo reagisse, deixando em seu corpo apenas as roupas chamuscadas, enquanto as feridas provavelmente não se cicatrizariam. O Ladino? Morto. O Zobal? Em choque.
Os passos então vagarosos foram dados até o mesmo e, finalmente, um abraço verdadeiro fora o dado. Ele não reagiu, mas também não empurrou o pequeno. Naquele dia, havia descoberto o que estava sob a sua máscara, assim como ele sabia o que aquele pequeno coração carregava.
O livro então carregava a verdade, e finalmente ao ser completado, incinerado ele foi. As crianças não precisavam saber de tudo, certamente. Sorriu por fim ao Zobal e se retirou para dormir, aquela noite fora cansativa para a cabeça de Jugo, contudo as lembranças tão boas permaneceriam ao seu coração, e nunca se esqueceria de seu primeiro abraço e, é claro, seu primeiro tapa.

10 comentários

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